Onde coloco os pneus novos, dianteiros ou traseiros?

A grande maioria dos motoristas troca os pneus de dois em dois e é nesse momento que a dúvida os assalta. em qual eixo colocar os pneus novos. As duas respostas mais comuns são “…coloque-os no eixo dianteiro, que é onde fica a direção…” e “…bem, no eixo onde estão os mais gastos…”.

Bem, a resposta é muito clara e simples, pneus novos são sempre montados no eixo traseiro por razões de segurança. Isto alcança um maior segurançajá que obtemos um maior adesão, a maior estabilidade sim O risco de aquaplanagem é reduzido.

Os pneus mais novos são sempre colocados no eixo traseiro. Isto aumenta a segurança, reduzindo o risco de sobreviragem.

É verdade que Na maioria dos carros os pneus dianteiros são os que sofrem mais desgaste. Isso porque eles são os responsáveis ​​​​pela direção, ao realizar uma manobra parado e girando sobre si mesmo experimentam maior atrito, além do peso que cai sobre o eixo dianteiro ser maior (normalmente o motor é colocado na frente eixo) dianteiro), sem esquecer que a grande maioria dos carros que circulam nas nossas estradas tem tração dianteira. Assim, na troca de pneus, via de regra, o que se deve fazer é Monte os novos no eixo traseiro e transfira os do eixo traseiro para o dianteiro. Assim, garantimos que andamos com pneus de idades mais ou menos semelhantes, já que “logo” depois de colocar os pneus novos na parte traseira, será necessário substituir os dianteiros, passando os pneus quase novos de trás para a frente, e contando atrás com novos.

Abaixo detalhamos o 5 razões para agir assim:

1. Aquaplanagem

Posição dos novos pneus Mini Aquaplaning
Os pneus possuem uma série de canais que evacuam a água, proporcionando aderência em piso molhado. Quando o pneu está desgastado, a profundidade desses canais fica menor, fazendo com que o pneu tenha maior dificuldade em evacuar a água e ocorre o fenômeno da aquaplanagem, em que o carro literalmente flutua na água. Controlar um carro que sofre aquaplanagem no eixo traseiro é, Em geral e para a maioria dos motoristas, mais difícil do que se ocorresse no eixo dianteiro. Além disso, como o carro tem mais peso no eixo dianteiro (como normalmente acontece), esse pneu é empurrado em direção ao asfalto, até certo ponto a referida flutuabilidade é neutralizada, tornando mais complicado que este fenômeno ocorra no referido eixo.

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2. Risco de perfuração ou explosão

Um pneu com maior desgaste tem maior probabilidade de sofrer furo ou estouro do que um pneu novo, por ter sido submetido a mais estresse, fadiga, sua espessura foi reduzida… Assim, controlar o carro em caso de estouro no eixo traseiro é mais complicado do que se ocorrer no dianteiro, já que neste último temos podemos nos ajudar com a orientação para resolver a situação.

3. Evite sobreviragem

Nulo nulo
Como dissemos, A maioria dos motoristas acha mais difícil controlar a sobreviragem (o carro vai para trás) do que subviragem (tende a se afastar da frente), por isso parece coerente montar os pneus novos no eixo traseiro para evitar sobreviragem.

Isto é porque a maneira de agir em uma subviragem (o carro perde aderência no eixo dianteiro e tende a tombar) É mais intuitivo e natural. Quando isso ocorre e o motorista freia, o peso é transferido para o eixo dianteiro, aumentando a aderência desse eixo, ao custo de perdê-lo no eixo traseiro. Assim, se tivermos montado corretamente as rodas novas, o desgaste das rodas dianteiras é compensado por essa transferência extra de peso, e pela perda das rodas traseiras por serem novas.

Pelo contrário, quando o veículo sofre sobreviragem e o condutor trava, o que estamos a fazer é agravar ainda mais a situação, uma vez que temos uma perda de aderência no eixo traseiro, juntamente com o facto de devido a este “mal executado” na frenagem estamos experimentando peso e, portanto, aderência, do eixo traseiro para o dianteiro e, por fim, temos pneus velhos e com pouca aderência.

4. Mantenha pneus de idades semelhantes

Como já explicamos algumas linhas acima na introdução, os pneus do eixo dianteiro sofrem maior desgaste. Assim, quando instalamos pneus novos no eixo traseiro, após um período de tempo relativamente curto é necessário substituir os dianteiros. Depois transferimos os traseiros, que são quase novos, para o eixo dianteiro, e na traseira instalamos um novo par. Desta forma conseguimos circular com pneus de idades muito semelhantes.

5. Frenagem de emergência

Em caso de frenagem de emergência ocorre uma transferência de peso do eixo traseiro para o eixo dianteiro (por inércia tendemos a avançar). Assim, como o eixo dianteiro tem um peso maior, ele terá maior aderência que o eixo traseiro. Se a traseira, em vez de ter pneus novos em perfeito estado, tivesse pneus gastos, seria muito fácil perder o controle. Seguindo esse raciocínio, o eixo dianteiro obtém nesta situação uma aderência extra, o que compensa a perda por ter menos pneus novos.

Veículos com tração integral, a exceção

Posição dos pneus novos Audi R8 Quattro
Porém, em veículos com tração integral A questão que ocupa este artigo não teria lugar, pois É totalmente desaconselhável trocar os pneus dois de cada vez. Isso ocorre porque os pneus usados ​​terão um diâmetro um pouco menor que os novos e, portanto, para rodar na mesma velocidade desses pneus novos, eles terão que girar mais (girar mais rápido), o que significa que o diferencial central de um veículo com todos -a tração das rodas está em constante funcionamento, provocando desgastes prematuros, levando em consideração também que seu óleo sofrerá mais e seus intervalos de troca deverão ser reduzidos.

Mais artigos sobre pneus:

– Como verificar os pneus do seu carro e detectar se estão em mau estado.
– Como você pode evitar que os pneus do seu carro expirem
– Tudo o que você precisa saber sobre pneus antes de passar no MOT.

Diogo Pereira
Diogo Pereira

Olá, sou o Diogo Pereira, e tenho mais de 10 anos de experiência como inspetor automóvel. Durante toda a minha jornada profissional, dediquei-me a assegurar que os veículos em circulação estejam em conformidade com os mais rigorosos padrões de segurança e regulamentações ambientais. Ao longo do tempo, desenvolvi um profundo conhecimento do setor automóvel e das melhores práticas de inspeção.

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