Muitas vezes é algo inconsciente que fazemos quando dirigimos, outras vezes fazemos isso apenas para tentar economizar aquelas pequenas quantidades de combustível quando andamos, principalmente em ladeiras íngremes. O ponto morto faz parte do grupo de mitos automobilísticos e o que muitos não sabem é que a sua utilização com o veículo em funcionamento, longe de ser benéfica, pode ser seriamente contraproducente.
Conduzir em ponto morto significa que temos a caixa de velocidades (pode ser manual ou automática) numa posição em que o movimento do motor não está sendo transmitido às rodas. Esta situação também pode ocorrer com o motor ligado, ou com ele desligado para poder empurrá-lo, mas é no caso do motor funcionando que podemos ouvir como ele gira se pisarmos no acelerador, mas mesmo assim acontece não afeta a velocidade do veículo.
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Não economiza combustível
Embora ao não pisarmos no acelerador ao descer uma ladeira possa parecer que estamos fazendo uma grande economia em termos de combustível, a verdade é que, se andarmos em ponto morto, o motor continuará em marcha lenta, o que obviamente implica que o a mecânica continua girando em velocidade muito baixa, mas mesmo assim consumindo combustível. Estima-se que gastaria cerca de 0,5-0,7 litros por hora médio.
Com a marcha engatada e sem o uso do pedal do acelerador, o sistema de injeção não funciona para manter o carro em movimento, sendo as próprias rodas são responsáveis por girar o motor, então o consumo nesses horários é apenas um pouco maior do que significaria dirigir na mesma rota em ponto morto. Nos automóveis com injeção eletrônica, o sistema detecta esta situação e é capaz de bloquear a injeção para obter consumo zero de combustível.
Pode causar danos ao veículo.

Obviamente, dirigir em ponto morto também não é a opção mais segura. Por exemplo, descemos uma ladeira e sem a ajuda do freio motor perdemos parcialmente o controle do veículo, pois os próprios mecânicos não impedem o avanço do carro. Isso é especialmente perceptível em uma estrada de montanha, principalmente quando chegamos às curvas, onde o carro chega completamente lotado e Isso nos obriga a usar muito mais os freios para manter o controlealgo que obviamente afeta a vida útil das pastilhas, dos próprios discos e do fluido do sistema.
Também não será bom para o motor em si, pois, andando em marcha lenta, com rotações muito baixas, o motor não está resfriando ou lubrificando corretamente, portanto, percorrer muitos quilômetros nessas condições ou com temperaturas muito altas pode causar superaquecimento ou outros problemas derivados. Nos motores diesel, também pode levar à acumulação de carbono na válvula EGR, no filtro de partículas ou no catalisador.
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Diogo Pereira
Olá, sou o Diogo Pereira, e tenho mais de 10 anos de experiência como inspetor automóvel. Durante toda a minha jornada profissional, dediquei-me a assegurar que os veículos em circulação estejam em conformidade com os mais rigorosos padrões de segurança e regulamentações ambientais. Ao longo do tempo, desenvolvi um profundo conhecimento do setor automóvel e das melhores práticas de inspeção.